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Salão de Negócios da Cachaça injeta R$ 1,5 milhões na economia do Estado do Espírito Santo

Evento aconteceu no Centro de Convenções de Vitória, na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo. Participação de 70 marcas. Destas, 21 capixabas e 49 vindas  do Estado da Bahia, Estado da Paraíba, Estado de Alagoas, Estado de Minas Gerais e Estado do Rio Grande do Sul. 

Salão da Cachaça: valorizando bebida genuinamente brasileira

Top 10 entre as bebidas destiladas mais consumidas no mundo, mas avançando sobre marcas consagradas logo à sua frente: uísque Johnnie Walker; conhaque McDowell’s; rum Tanduay Asian; rum Bacardi; genebra San Miguel; licor de arroz Lotte; e, outras…

Na atualidade, única capaz de ter boom de vendas no mercado internacional. Todas as outras, com seus espaços consolidados, só crescem organicamente. No Brasil, primeiro lugar entre as destiladas — e segundo lugar entre todas, perdendo apenas para a cerveja.

Bebida nacional do Brasil, estabelecida por Decreto Federal. Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais. Patrimônio Cultural e Histórico do Estado do Rio de Janeiro. Em breve, selo de Indicação Geográfica — IG, como o do champanhe, por exemplo.

Bebida nacional do Brasil, estabelecida por Decreto Federal. Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais. Patrimônio Cultural e Histórico do Estado do Rio de Janeiro. Em breve, selo de Indicação Geográfica — IG, como o do champanhe, por exemplo

Salão da Cachaça: combatendo informalidade do setor

Produto com a verdadeira “cara brasileira”, conforme pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. São em torno de 11.000 produtores em todo o País, sendo 98% deles micros e pequenos empreendedores — respondendo por cerca de 4.000 marcas.

Mesmo gerando, aproximadamente, 600 mil empregos diretos e indiretos, a imensa maioria atua na informalidade. Só para se ter uma ideia desse montante, daquele total, apenas uns 1.500 têm registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Esses são dados reais e bem recentes, de 2017, captados quando da realização do último Censo Agropecuário, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE. Ou seja: pouco mais de 10% do universo de empreendedores por todo o País.

Mesmo gerando, aproximadamente, 600 mil empregos diretos e indiretos, a maioria dos produtores de cachaça está na informalidade. Para se ter uma ideia, do total de 11.000, apenas uns 1.500 têm registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Salão da Cachaça: agregar valor para aumentar receitas

A produção anual é estimada em mais dois bilhões de litros; desses, 70% em instalações industriais e 30% em alambiques artesanais. O consumo interno beira os 11,5 litros por habitante a cada ano: 70% em bares e restaurantes; 30% em outros pontos de venda.

Do total produzindo anualmente, apenas 1% é exportado, sendo metade a granel, com baixíssimo valor agregado. Mesmo assim, as vendas externas já estão gerando receitas de R$ 100 milhões — frente à movimentação de R$ 10 bilhões aqui dentro da Nação.

O Estado do Espírito Santo, com marcas conceituadas e premiadas, registra faturamento anual de R$ 250 milhões, apenas no segmento formalizado — como no restante de País, há muita informalidade —, empregando mais de 3.000 pessoas, direta e indiretamente.

Esses são alguns dos números positivos gerados por um produto com forte expressão da nossa cultura, mas ainda bastante desprezado pelos próprios brasileiros, apesar de estar conquistando apreciadores pelos cinco continentes. Trata-se da brasileiríssima cachaça.

Do total de cachaça produzida no Brasil anualmente, apenas 1% é exportado, sendo metade a granel, com baixíssimo valor agregado. Mesmo assim, as vendas externas geram receitas de R$ 100 milhões — frente à movimentação total de R$ 10 bilhões

Salão da Cachaça: produção nacional remonta a 1530

Por ser genuinamente brasileira, só é cachaça se for elaborada no Brasil. Ela começou a ser produzida no País por volta de 1530. Foram portugueses os primeiros a trazer mudas de cana-de-açúcar, com objetivo de testar o cultivo nas terras imensas terras da Colônia.

Como alcançaram sucesso com a cultura, tanto no Arquipélago dos Açores quanto no Arquipélago da Madeira, além de territórios na África, dominando a produção mundial de açúcar, viram a oportunidade de ampliar infinitamente sua hegemonia de mercado.

As plantações iniciais — e os primeiros engenhos — seguiram o ritmo de ocupação do território, sendo estabelecidos apenas em regiões próxima ao litoral, como Cidade de São Vicente, no Estado de São Paulo, e Cidade de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro.

O mesmo aconteceu na orla da Região Nordeste, estendendo-se pelos territórios dos atuais Estado da Paraíba, Estado de Alagoas e Estado de Pernambuco, principalmente. Conforme a colonização avançava em direção Oeste, surgiam plantações pelo interior.

Imagem de antigo engenho na Ilha de Itamaracá, no Estado de Pernambuco. As plantações iniciais de cana-de-açúcar — e os primeiros engenhos — seguiram o ritmo de ocupação do território, sendo estabelecidos apenas em regiões próxima ao litoral

Salão da Cachaça: bebida com muitos apelidos, alguns pejorativos

Mesmo sendo referida por diversos apelidos — aca, aguardente, branquinha, cana, malvada, pinga… —, muitos deles trazendo carga pejorativa, a cachaça é considerada, ainda informalmente, um dos maiores Patrimônios Culturais e Históricos da Nação.

O setor está trabalhando para mudar essa realidade. A intenção é virar o jogo, trazendo mais e mais brasileiros para apoiar o produto como bebida típica nacional. Não será de uma hora para outra, mas lentamente — esforço de formiga, e não escarcéu de cigarra.

O primeiro passo está em convencer os consumidores a não mais vincular a cachaça à ideia de bebida desvalorizada e de baixa qualidade, mostrando a existência de muitas marcas com boa performance, quando comparadas aos melhores destilados do mundo.

O setor trabalha para mudar a realidade de desvalorização da cachaça. A intenção é virar o jogo, trazendo mais e mais brasileiros para apoiar o produto como bebida típica nacional. Será lentamente, não de uma hora para outra, num esforço de formiguinhas

Salão da Cachaça: uma das ações para valorização do produto

Nas últimas décadas, houve mudanças impactantes na elaboração de cachaças de alta qualidade, unindo as melhores tradições seculares às tecnologias mais modernas, dentro de rigorosos padrões técnicos e seguindo práticas produtivas de forte sustentabilidade.

Ações com resultados eficazes em termos de valorização têm sido os eventos reunindo exposição de rótulos, degustação de sabores, palestras de experts e comercialização de garrafas. Um bom exemplo é o Salão de Negócios e Congresso Brasileiro da Cachaça.

Tendo caráter itinerante, a edição de 2019 aconteceu dias 5 e 6 de setembro, no Centro de Convenções de Vitória, situado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, atraindo bom público, em maioria formado por neófitos no mundo da cachaça.

Na chegada, ao comprar o ingresso, o visitante tinha direito a um brinde especial: uma charmosa tacinha de cristal, usada para experimentar a variedade de rótulos presentes, vindas de diversos pontos do nosso território, incluindo algumas capixabas prestigiadas.

A edição de 2019 Salão de Negócios e Congresso Brasileiro da Cachaça aconteceu dias 5 e 6 de setembro, no Centro de Convenções de Vitória, situado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, atraindo muitos neófitos ao universo da cachaça

Salão da Cachaça: 70 marcas de diversos Estados do País

O Salão de Negócios e Congresso Brasileiro da Cachaça teve participação de 70 marcas de cachaça do Estado da Bahia, Estado da Paraíba, Estado de Alagoas, Estado de Minas Gerais e Estado do Rio Grande do Sul — já o Estado do Espírito Santo apresentou 21

O evento contou com espaço all inclusive, o Cachaça Experience, no qual os visitantes puderam degustar drinques à base da bebida. Equipe com os 20 melhores bartenders do Estado, sem parar, combinava cachaça a ingredientes tais como como chás, frutas etc.

Além da tradicional caipirinha, serviram coquetéis de sucesso nas baladas, bares e restaurantes. O cardápio incluía petiscos de botecos, arroz carreteiro, paella e carne de sol da montanha. Tudo regado por apresentações musicais de bandas e grupos locais.

A realização dinamizou a economia do Estado do Espírito Santo num montante superior a R$ 1,5 milhão, incluídos aí hospedagem, alimentação, deslocamentos e compras dos expositores vindos de fora, além do fechamento de negócios durante e após a promoção.

A realização dinamizou a economia do Estado do Espírito Santo num montante superior a R$ 1,5 milhão, incluídos aí hospedagem, alimentação, deslocamentos e compras dos expositores vindos de fora, além do fechamento de negócios durante e após a promoção

Salão da Cachaça: além dos negócios, congresso sobre a bebida

Em paralelo às apresentações, degustações e comercialização do Salão da Cachaça foi desenvolvida mais uma edição do Congresso Brasileiro da Cachaça, com uma série de palestras e debates desenvolvidas por palestrantes vindos de diversas partes da Nação.

Eles estão relacionados a seguir — segundo a ordem alfabética dos temas, abordando cultura, e-commerce, história, indústria, marketing, negócios, preconceito etc. —, e indicando o responsável — ou os responsáveis — pelo desenvolvimento dos trabalhos:

  • A formação de um símbolo nacional

Dirley dos Santos Fernandes — Jornalista e editor do site Devotos da Cachaça

  • A importância da cachaça na formação do Estado nacional

Renato Frascino — Consultor de bebidas e alimentos e vinícolas da revista RobbReport Gourmet, consultor de alambiques, coordenador da feira Expocachaça e autor do livro “Cachaça — Engenho de Ouro”, além de pesquisador, professor e jurado em concursos de destilados

  • A importância das distribuidoras para o pequeno produtor

Illan Gomes de Oliveira — Sollution Comercial Importação e Exportação — Distribuidora de Cachaças e Oswaldo Bernardino Júnior — Savana Cachaças

  • As diferenças entre a cachaça de alambique e a cachaça industrial

Maria das Graças Cardoso — Universidade Federal de Lavras — UFLA

  • A diferença que vem da cana e suas variedades

Alexandre Santos de Souza — Instituto Federal do Norte do Estado de Minas Gerais — Campus da Cidade de Salinas

  • As madeiras corrigem os defeitos da cachaça?

Aline Marques Bortoletto — Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz — Esalq

  • Cachaça: tradição e tecnologia

Leandro Marelli de Souza — Consultor do Setor de Bebidas — Produção de Cachaça

  • Comercialização e exportação da cachaça

Luiz Toniato — Empresário e diretor de Atendimento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Espírito Santo — Sebrae-ES

  • Como os meios de comunicação enxergam a cachaça

Sidney Maschio — Jornalista, editor e apresentador do programa Terraviva DBO na TV, no ar diariamente, ao vivo, pelo Terraviva, o canal de agronegócios do Grupo Bandeirantes de Comunicação

  • Coquetelaria e o novo mercado para a cachaça de alambique

Paulo Leite — Empório Sagarana

  • E-commerce da cachaça: a experiência da Cachaçaria Nacional

Rafael Araújo — Cachaçaria Nacional

  • É culpa do produtor ou do produto?

Isadora Bello Fornari — Sommelière de Cachaça e Maurício Maia — Jornalista, especialista em destilados pelo Wine and Spirits Education Trust — WSET, da Cidade de Londres, a capital da Inglaterra, autor do blog “O Cachacier”, no caderno Paladar, do jornal O Estado de São Paulo, embaixador do Spirits Selection by Concours Mondial, da Cidade de Bruxelas, a capital da Bélgica, o maior e mais importante concurso de destilados do mundo, um dos principais especialistas em cachaças do País e atual secretário executivo da Cúpula da Cachaça

  • Falta marketing para cachaça?

Fernando Silveira — Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado de Minas Gerais — Sebrae-MG

  • Identidade e território: a importância do pequeno produtor

Jerônimo Kahn Villas-Bôas — Ecólogo, fundador da empresa Reenvolver e coordenador da unidade de meliponicultura — a criação artesanal de abelhas — do Programa de Sustentabilidade Tupiniquim e Guarani — PSTG, na Cidade de Aracruz, no Estado do Espírito Santo

  • Mercado próprio da cachaça e consumo responsável

Carolina Bastos Moreira Pinto — Restaurante Jiquitaia

  • Meu cliente toma cachaça

Sérgio Rabelo — Galeto Sat’s

  • Por que a cachaça sofre ainda tanto preconceito?

Sérgio Rodrigues da Costa — Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral do Estado do Espírito Santo — Sindibebidas-ES

  • Por que as cachaças são tão diferentes?

José Otávio de Carvalho Lopes — Diretor Presidente da Associação Nacional de Produtores de Cachaça de Qualidade —Anpaq

  • Quem é o cliente da cachaça?

Thyrso Ferraz de Camargo Neto — Cachaça Yaguara

  • Território, design de fermentação e construção de marca: explorando novos conceitos para a cachaça

Cauré Portugal — Diretor Executivo e Científico da Smart Yeast Pesquisa e Desenvolvimento, empresa do Departamento de Tecnologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz — EsalqTEC

  • Um resgate social, histórico e cultural

Gilberto Freyre Neto — Presidente da Fundação Gilberto Freire

  • Uso de leveduras selecionadas como instrumento de Identificação Geográfica

Rogélio Brandão — Professor da Universidade Federal da Cidade de Ouro Preto

Salão da Cachaça: mais imagens do evento de grande sucesso


O post “Salão de Negócios da Cachaça injeta R$ 1,5 milhões na economia do Estado do Espírito Santo” foi produzido por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo.

Clique nos trechos em colorido ao longo do post “Salão de Negócios da Cachaça injeta R$ 1,5 milhões na economia do Estado do Espírito Santo” para abrir novas guias, com informações complementares ao aqui sendo tratado. Eles guardam links levando a verbetes da Wikipedia e sites de empresas, entidades, Governos estaduais, Prefeituras etc.

No post “Salão de Negócios da Cachaça injeta R$ 1,5 milhões na economia do Estado do Espírito Santo”, a repetição de algumas expressões, como “Salão da Cachaça”, é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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