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Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo, busca destaque também em Turismo

O Município de Cariacica, no Estado do Espírito Santo, é forte em Turismo de Negócios. E tem grandes potenciais para crescer em Agroturismo, Cicloturismo, Ecoturismo, Turismo de Aventura, Turismo de Compras, Turismo de Lazer, Turismo Religioso, Turismo da Melhor Idade…

Município de Cariacica: importante, mas desconhecido

O Município de Cariacica, dos mais importantes entre os 78 formadores do Estado do Espírito Santo, é parte da  Região Metropolitana da Grande Vitória — seis Municípios situados no entorno da Cidade de Vitória, a capital capixaba —, incluindo essa última.

Ao Norte, ficam Município de Fundão e Município de Serra; a Oeste, Município de Cariacica e Município de Viana; e, ao Sul, Município de Vila Velha e Município de Guarapari. O espaço abriga uma população somando cerca de dois milhões de pessoas.

Entretanto, enfrenta situações muito interessantes: tocado pelo Oceano Atlântico, não tem praias; ponto de partida e de chegada do único trem, diário, fazendo transporte de passageiros no Brasil, por incrível, até pouco tempo, não era citado no mapa da ferrovia.

O Município de Cariacica vive situações interessantes: tocado pelo Oceano Atlântico, não tem praias; ponto de partida e de chegada do único trem, diário, fazendo transporte de passageiros no País, por incrível, até recentemente, estava fora do mapa da ferrovia

Município de Cariacica: duas maiores arenas de futebol

Sediando as duas maiores arenas de futebol do Estado do Espírito Santo — Estádio Kléber Andrade e Estádio Engenheiro Alencar de Araripe —, ao receber equipes de outros Estados, é comum narradores dizerem: “ O jogo acontece na Cidade de Vitória.”

Os dois foram adaptados aos “Padrões Fifa”, e, antes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, puderam ser usados para treinamento de seleções participantes daquele torneio. O primeiro atendeu os jogadores da  República dos Camarões; o segundo, da  Austrália.

Também em 2014, o Estádio Kleber Andrade recebeu apresentação de Paul McCartney, o eterno Beatle. Ao final daquele ano, Município de Cariacica parecia ter entrado de vez para o circuito mundial dos grandes shows musicais. Um voo de galinha. Ficou só nisso.

Sediando as duas maiores arenas de futebol do Estado do Espírito Santo — Estádio Kléber Andrade e Estádio Engenheiro Alencar de Araripe —, ao receber equipes de outros Estados, é comum narradores dizerem: “ O jogo acontece na Cidade de Vitória.”

Município de Cariacica: diferenciais em logística

O Município de Cariacica reúne amplo complexo de logística aérea, ferroviária, naval e rodoviária com excelentes diferenciais. Começa pela proximidade e facilidade de acesso ao Aeroporto Eurico de Aguiar Salles — o Aeroporto de Vitória —, agora privatizado.

Áreas de carga e descarga, galpões e pátios de armazenagem, instalações de manutenção e ramais da Estrada de Ferro Vitória a Minas ocupam parte do lado Leste do território, tendo ligação direta com vários portos da Cidade de Vitória e da Cidade de Vila Velha.

Extensões físicas desses portos — os portos-secos — foram construídas no Município de Cariacica: são quatro Estações Aduaneiras de Interior, as Eadis, para as quais são destinadas as cargas importadas ou aguardando serem enviadas para o mercado externo.

Áreas de carga e descarga, galpões e pátios de armazenagem, instalações de manutenção e ramais da Estrada de Ferro Vitória a Minas ocupam parte do lado Leste do território, tendo ligação direta com vários portos da Cidade de Vitória e da Cidade de Vila Velha

Município de Cariacica: sede de grandes empresas

O encontro de duas das maiores rodovias federais — BR 101, sentido Norte-Sul, e BR 262, Leste-Oeste — acontece em seu território. São trechos duplicados, cujas margens vão sendo ocupadas por centenas de grandes empreendimentos comerciais e industriais.

Um deles, Grupo Águia Branca, controlador de vários negócios, muitos classificados como líderes no País: concessionárias de veículos, marcas de transporte rodoviário de passageiros, assessoria em logística, participação na Azul Linhas Aéreas Brasileiras etc.

Há, ainda, trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, na parte Sul do Município. Mesmo abandonado há tempos, os trilhos estão lá, podendo ser aproveitados para transporte de carga, passageiros ou como atração de Turismo se surgir uma boa ideia.

Recentemente, a Prefeitura local propôs aproveitar os remanescentes, em bom estado de conservação, para transporte de passageiros nos limites do Município, com composições deslocando-se ida-e-volta, de um extremo a outro, fazendo paradas em quatro estações.

Outro detalhe: um longo segmento dessa estrada-de-ferro, apesar de desativada, margeia as imensas instalações da Arcelor-Mittal Metálicos, uma das três unidades desse grupo especializado em siderurgia, o maior do mundo no setor, no Estado do Espírito Santo.

Tem sede no Município de Cariacica o Grupo Águia Branca, com vários negócios classificados como líderes no País: concessionárias de veículos, marcas de transporte rodoviário de passageiros, logística, sociedade na Azul Linhas Aéreas Brasileiras etc.

Município de Cariacica: verdadeiro shopping a céu aberto

O Município de Cariacica tem comércio pujante — distribuído pelos bairros Campo Grande, Itacibá, Jardim América e Porto de Santana —, é polo de gastronomia com culinária diversificada e mostra forte vocação para o chamado Turismo de Negócios.

Entretanto, até esse segmento não vinha sendo bem aproveitado, pois a hospedagem acontecia na Cidade de Vila Velha ou na Cidade de Vitória. Isso começa a mudar breve, com a inauguração do primeiro hotel especializado em hóspedes viajando a trabalho.

É o Nóbile Inn Meridional, construído de frente para o trevo da interseção da Rodovia Governador José Sete com a BR 262. Será vizinho da sede da Prefeitura do Município de Cariacica, Fórum de Cariacica, Hospital Meridional e campus universitário da Faesa.

Outros potenciais em Turismo a serem melhor trabalhados no Município de Cariacica são Agroturismo, Cicloturismo, Ecoturismo, Turismo de Aventura, Turismo de Lazer, Turismo Cultural, Turismo Histórico, Turismo Religioso e Turismo de Melhor Idade.

Há propriedades rurais atendendo visitantes, mas o número pode ser maior. As estradas vicinais convidam para passeios em bicicletas. Matas preservadas, montanhas de acesso fácil, rios, pequenas corredeiras e reservas de proteção ambiental são outras atrações.

Passeios a pé na área rural, pontos de escalada e rapel e rampas para voo livre chamam os amantes da adrenalina. E é vasta a oferta de manifestações folclóricas, construções antigas e festas populares, atendendo crianças, adolescentes jovens, adultos e idosos.

Mas, se perguntarmos aos moradores sobre as riquezas do Município de Cariacica, é bem provável ouvirmos: “Aqui não tem nada não.” E, se for sobre atrativos de Turismo, então…  Por vezes, moram, vivem, ao lado, juntinho, deles e ignoram completamente.

Significado do nome? Há três versões. Duas delas são “mangue seco” ou “peixe seco” — ambas aproveitadas para denegrir a região. Entretanto, a mais plausível, defendida e usada pela Prefeitura, toma por base a união de três termos Tupi “cari”, “yaci” e “caá”.

Cari é homem branco. Yaci, deusa da Lua. Caá, mato, plantas. Na forma representativa do falar daqueles nativos, ao unirem os três, estavam expressando algo como “o homem branco chegou às nossas terras surgindo em meio à Mata de Restinga situada a Leste”.

Resumindo, hoje se aceita, apenas, “chegada do homem branco”. Deveria estar presente em toda peça de divulgação da cidade: placas nas ruas, site, material de publicidade etc. Aliás, ação similar precisaria ser adotada por todo Município batizado com termos Tupi.

Para tornar mais conhecido o significado do nome Cariacica, falta inseri-lo em placas pelas ruas, site, peças de publicidade. Tem uma origem bem interessante: vem da união dos termos tupi “cari-jaci-caá”, com o significado de “chegada do homem branco”

Município de Cariacica: atrativos de Turismo descritos em versos

Como tornar conhecidos atrativos de Turismo de um Município no qual seus habitantes os desconhecem totalmente? A turismóloga Cínthia Pretti Azevedo, ligada ao Turismo do Município de Cariacica, encontrou uma solução com originalidade ímpar: poesias.

E produziu o livro “Cariacica em Versos”, já em segunda edição, reunindo dezenas de poemas sobre agroturismo, economia solidária, espaços para o lazer, festas populares, heranças culturais, manifestações folclóricas, patrimônios históricos, riquezas naturais…

Ela nos autorizou a ilustrar aqueles considerados as “Sete Maravilhas do Município de Cariacica” com reproduções de suas criações, para manter o interesse em seu trabalho. Eles enriquecem nosso resumo sobre atrativos de Turismo no Município de Cariacica.

Pequeno parêntesis: escolha das Sete Maravilhas e descrição de atrativos de Turismo através de poesias são ideias para serem copiadas por todos os Municípios do Brasil. Para a primeira, basta um concurso online; para a segunda, há poetas em todo lugar.

Cínthia Pretti Azevedo está à disposição para palestrar, explicando o roteiro seguido por ela: inspiração, concentração, transpiração, conclusão. Contatos podem ser feitos pelo cariacicaemversos@gmail.com — usado também para encomendar exemplares da obra.

Cínthia Pretti Azevedo criou uma solução bastante criativa para divulgar atrativos desconhecidos até pelos moradores do Município: são belas poesias, reunidas no livro “Cariacica em Versos”. A obra já está em sua segunda edição, revisada e ampliada

Cariacica Turística

Município em pleno desenvolvimento,

Onde o turismo veio se fortalecer

Por suas riquezas e potencialidades

Que muitos precisam conhecer.

Pela sua extensão rural,

O agroturismo prosperou,

Congregou várias fazendas

E o homem do campo fixou.

Nos circuitos de Cariacica,

A diversidade tem o seu lugar;

Do Mochuara às Terras Altas,

“É Descobrir e Se Apaixonar”.

Estando em Cariacica Sede,

Não deixe de visitar

A Igreja de São João Batista,

Que junto à praça encontrará.

Pela facilidade de acesso,

O turismo esportivo despontou,

E o Estádio Kleber Andrade

Grande centro de eventos se tornou.

Como opção de compras,

Temos Campo Grande, um polo comercial,

Que também integra vários restaurantes

De culinária típica e regional.

Seja a trabalho ou a lazer,

Venha Cariacica visitar,

Desvendar suas riquezas

E a cultura desse lugar.

Município de Cariacica: resumo dos atrativos de Turismo

• Apiário Moxuara

Voltado à produção de mel e derivados, fica na área rural do Município de Cariacica, mais precisamente, na Comunidade de Roda d’Água. Usando técnicas artesanais e mantendo respeito ao meio ambiente, extrai 200 quilos dos produtos a cada mês.

Detalhe: ambas as grafias Mochuara e Moxuara são válidas. Com CH, refere-se ao considerado público: Monte do Mochuara, Parque Natural Municipal Monte Mochuara; com X, os empreendimentos privados: Apiário Moxuara, Estância Vale do Moxuara.

A provável origem da denominação surgiu do termo francês “mouchoir”, significando “lenço”, em português. Nasceu quando colonizadores europeus notaram a montanha tendo todo seu topo tomado por nuvens, como se coberta por um grande lenço branco.

• Arte & Café — Centro de Comercialização da Economia Solidária

Arte & Café é o primeiro centro público para comercialização da produção oriunda da economia solidária no Estado do Espírito Santo. São criações artesanais, usando argila, conchas marinhas e palha de bananeira — além de tecidos bordados, doces diversos…

• Ateliê de Artes Hippólito Alves

Espaço bucólico, em plena área urbana, onde é possível visitar o acervo de esculturas do artista Hippólito Alves. Além da galeria aberta à visitação, disponibiliza Sala Cultural, na qual acontecem apresentações, debates, encontros, saraus, seminários workshops etc.

Nascido na Cidade de Anchieta, litoral Sul do Estado do Espírito Santo, Hippólito Alves escolheu a Cidade de Cariacica para viver e desenvolver suas criações. O ateliê está em meio a muitas árvores e fontes de água, num ambiente de bastante calma e serenidade.

Seus trabalhos já renderam prêmios locais, regionais nacionais e internacionais, como a estátua em bronze de São José de Anchieta, em tamanho natural — e painéis exibindo cenas do Apóstolo do Brasil catequizando nativos, também feitos com o mesmo metal.

Ele, aos poucos, está se especializando na confecção de esculturas em tamanho natural. Hippólito Alves aceitou o desafio e, com liga de calcita, minério-de-ferro e resina, fez a estátua de Vasco Fernandes Coutinho, capitão-donatário da Capitania do Espírito Santo.

• Bairro de Sotema

Apesar de ainda não estar sendo tratado como ponto de atrativo de Turismo, a história de sua formação e origem de sua denominação são bem interessantes. E traduz a forte ligação, já secular, do Município de Cariacica com a Estrada de Ferro Vitória a Minas.

O núcleo urbano nasce a partir da década de 1930, crescendo ao redor da sede da firma Sociedade Técnica de Materiais — Sotema, prestadora de serviços de manutenção e reforma de locomotivas a vapor e vagões ferroviários usados no transporte de cargas.

Como o entorno da pequena aglomeração de casas residenciais era totalmente plano e bastante ermo, não havendo qualquer outra referência geográfica importante na região, os moradores passaram a usar a sigla Sotema para indicar com precisão onde viviam.

Fugindo do tema dos atrativos turísticos do Município de Cariacica, apenas para revelar curiosidades semelhantes. O mesmo grupo da Sotema criou outra empresa com a qual a Estrada de Ferro Vitória a Minas terceirizou fornecimento de insumos administrativos.

Em solução avançada para a época, em concorrência pública, escolheram uma firma e a tornaram responsável pelo abastecimento contínuo de consumíveis diversos — canetas, clips, papéis, pastas etc. —, equipamentos de escritório, mobiliário administrativo…

A vencedora foi formada pelo mesmo grupo proprietário da Sotema, recebendo o nome de Sociedade Técnica Comercial — Soteco. Assim como sua coirmã, foi instalada em uma região totalmente plana, área bastante erma e sem pontos geográficos de destaque.

Não demorou para os moradores passarem a usar aquela sigla de fácil memorização ao informar o ponto onde tinham suas residências. Nesse processo, com o passar dos anos, nasceu e foi oficializado o Bairro Soteco — mas no vizinho Município de Vila Velha.

O terceiro caso surge numa ocupação de manguezal, ocorrida durante o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, ao Norte do Município de Vitória. Naqueles tempos, não havia a conscientização de preservação desse tipo de território, como nos dias de hoje.

Como a invasão ocorreu pelas laterais e nos fundos de uma empresa de segurança ali instalada, seu nome passou a ser utilizado para indicar o local de moradia das pessoas. E, quando a Prefeitura abriu os olhos, teve de regularizar o Bairro Segurança do Lar.

Situação igual ocorreu na região da Baía Noroeste da Ilha de Vitória. A comunidade do entorno da garagem dos ônibus da Viação Grande Vitória passou a identificar seu local de moradia pela Denominação Social da empresa — surgindo o Bairro Grande Vitória.

No Município de Linhares, tem o caso do Bairro Movelar, nome da indústria de móveis no entorno da qual a cidade cresceu naquela região. Acredito isso se repita em milhares de casos Brasil afora — e são curiosidades interessantes, capazes de encantar os turistas.

• Bica da Comunidade de Roda d’Água

Alimentada por nascente, jorra água natural com força capaz de massagear o corpo humano. Há estrutura no local, oferecendo ambiente para recreação, área para camping, espaços para churrasco, mesas de jogos, piscina formada por represa e serviços de bar.

• Carmelo de Nazaré

As irmãs da Ordem das Carmelitas Descalças têm uma vida contemplativa, voltada à oração, e mantendo-se em clausura monástica. Elas residem em seu Carmelo de Nazaré, no Município de Cariacica, cuja construção foi inaugurada em 12 de outubro de 1981.

A ideia de erguer aquele abrigo foi do, então, arcebispo da Cidade de Vitória, dom João Batista da Motta e Albuquerque, pregador de uma Igreja Católica de simplicidade, mais próxima do povo e de suas necessidades, compromisso mantido até sua morte, em 1984.

Para manutenção da estrutura, as internas produzem, e vendem à Igreja Católica, peças de vestimentas como alfaias, estolas e toalhas, usadas pelos arcebispos, bispos e padres nas liturgias daquela denominação religiosa: batizados, casamentos, crismas, missas etc.

Fazem também as velas ornamentais, sacramentais e votivas presentes nas celebrações, além de trabalhos manuais diversos — estes últimos, comercializados por terceiros nos centros de artesanato e em comemorações, festas populares, quermesses e muito mais.

• Carnaval de Máscaras de Congo da Comunidade de Roda d’Água

Congo é um dos muitos conjuntos de danças e músicas trazidas pelos escravos para o Brasil no Período Colonial. É caracterizado pelo som de tambores rústicos, em vários tamanhos, trajes em cores vivas, coreografias típicas e cânticos invocando deuses.

Pelos séculos, evoluiu para manifestação folclórica e religiosa. Desenvolve-se por todo o ano, em diversos pontos do País, enaltecendo quatro santidades da Religião Católica. São elas Divino Espírito Santo, Nossa Senhora da Penha, São Benedito e São Sebastião.

As homenagens ao Divino Espírito Santo, na Cidade de Alcântara, vizinha à Cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, e na Cidade de Pirenópolis, 120 quilômetros a Nordeste da Cidade de Goiânia, a capital do Estado de Goiás, são das mais divulgadas.

As mais representativas em relação a Nossa Senhora da Penha, São Benedito e São Sebastião estão no espaço da Região Metropolitana da Grande Vitória, formada pelos seis Municípios do entorno da Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo.

Ao Norte, Município de Fundão e Município de Serra; a Oeste, Município de Cariacica e Município de Viana; e, ao Sul, Município de Vila Velha e Município de Guarapari. E essa concentração acabou tornando o congo ritmo característico do território capixaba.

A forte influência sobre o cancioneiro local está exemplificada em “Madalena”, de Martinho da Vila, e trabalhos das bandas de rock Casaca e Maninal. Acordes iniciais de uma canção da primeira serviu de senha para acionar um robô enviado ao planeta Marte.

No Município de Serra, ao Norte, e no Município de Vila Velha, ao Sul, as festas são para São Benedito. Cortejo por ruas, animado pelo ritmo e cantoria do congo, escolta tronco de madeira para ser fincado ao solo, exibindo um estandarte da figura do santo.

No Município de Cariacica, há diferenciais interessantes: devoção por Nossa Senhora da Penha, a padroeira do Estado do Espírito Santo; cortejo reúne grupos vindos de todos os outros Municípios; e não há escolta nem, muito menos, término com fincada de mastro.

Após concentração na entrada da comunidade, todos desfilam cantando e dançando, até o espaço onde acompanham missa. Durante cerca de uma hora, em vez de assistentes passivos, integram-se à solenidade, abrilhantando-a com muitas intervenções musicais.

Destacam-se a simplicidade dos versos e rimas criados pelos mestres das bandas de congo e os sons afinados nascidos do manuseio com maestria de instrumentos bem rústicos. Por exemplo: os tambores são afinados aproximando o couro de uma fogueira.

Finda a parte solene, nova movimentação, uma banda seguindo a outra, diferenciando-se pelas vestimentas próprias, em cores berrantes: todos cantando, porta-bandeira em evoluções à frente, participantes dançando e músicos tocando, sob regência dos mestres.

Seguem até o espaço onde acontece o evento expresso pelo nome da festa: Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água, um distrito rural do Município de Cariacica, ao pé do Monte do Mochuara, ícone do turismo do Estado do Espírito Santo.

• Casarão da Fazenda Ibiapaba

Casa concluída em 1872, pelo primeiro proprietário daquela fazenda: João Virgílio Lindenberg. Situada numa encosta, mostra dois pavimentos na fachada frontal e um nos fundos. Sua estrutura em alvenaria apresenta paredes com 60 centímetros de espessura

Durante o final do século XIX, anos 1800, e início do século XX, anos 1900, toda a produção ali obtida durante as safras era transportada em tropas de burros até trapiches existentes na orla marítima do Município de Cariacica, no fundo da Baía de Vitória.

De lá, em barcos e canoas movidos a remo, era carregada nos navios fundeados à frente. Hoje, sua principal atividade, cultivo de cana-de-açúcar, atende a destilaria lá existente, na produção de cachaça. Essa é repassada a terceiros ou vendida no varejo, sem marca.

Uma curiosidade: o alambique está instalado no mesmo espaço onde localizava-se um antigo engenho de moagem, impulsionado por força motriz gerado por roda d’água, há muito destruída — entretanto, responsável pela atual denominação daquela comunidade.

• Casa Sol — Associação Costumes Artes

Local de exposição e venda de produtos retratando diversas faces de costumes, cultura, folclore e manifestações religiosas da população do Município de Cariacica, formada na miscigenação de nativos, imigrantes oriundos da Europa e negros trazidos da África.

Segundo Município da Região Metropolitana da Grande Vitória em número de artesãos, com cerca de 700 formalmente cadastrados. Criam e produzem peças a partir de argila, concha, escama de peixe, fibra natural, madeira, metal, palha, papel reciclado, pneu etc.

A principal matéria-prima é fibra de bananeira, gerando caixas para presentes e papéis especiais. O barro tem destaque: além de itens decorativos, é utilizado na confecção das máscaras usadas no Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água.

• Centro Cultural Frei Ubaldo Favagallo da Civitella del Tronto

A denominação Centro Cultural Frei Ubaldo Favagallo da Civitella del Tronto foi em homenagem a um religioso católico italiano, cuja atuação em terras capixabas acabou legando diversas e grandes contribuições para a história do Estado do Espírito Santo.

A mais importante, sua participação na Insurreição do Queimado, no Município de Serra, no século XIX, anos 1800. Escravos ergueram uma igreja, sob a promessa de liberdade quanto pronta. Como isso não ocorreu, revoltaram-se e queimaram o templo.

Com obras iniciadas em 1990 e concluídas em 1992, recebeu espetáculos até 2010. Sem manutenção ao longo do tempo, o espaço foi se deteriorando, até ter seu uso interditado.  Fechado durante cinco anos, após receber adequações e reformas, foi reaberto em 2016.

Acessível para todo tipo de público, já no pátio de entrada, escultura de alumínio e fibra de vidro, revestida de mosaico cerâmico, de Zuilton Ferreira, representa João Bananeira, personagem mor do Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água.

• Centro de Memória da Viação Águia Branca

Espaço preserva acervo retratando a trajetória da Viação Águia Branca desde os anos 1940. Em meio século, a humilde companhia de ônibus do Norte do Estado do Espírito Santo tornou-se o embrião de um dos maiores complexos empresariais do nosso País.

Show-room institucional, maquetes, painéis e vídeos, 14 mil documentos impressos e 35 mil imagens digitais resumem o empreendedorismo de seus controladores, a Família Chieppe, apresentando toda a atual corporação através da evolução dos seus negócios.

• Centro Histórico Eduartino Silva

Uma das edificações históricas de Cariacica Sede, lá funcionou a Prefeitura antes de mudar para o Trevo de Alto Laje. Construção em dois pavimentos, do início do século XX, anos 1900, é um dos imóveis listados como de interesse para preservação histórica.

Em péssimas condições de conservação, precisando urgentemente de intervenções para recuperação, no piso superior, seu auditório recebe espetáculos de dança, peças de teatro e shows de música. Lá também são ministradas aulas de interpretação, dança e violão.

• Corredeira de Maricará

Corredeira formada em pequeno trecho do Rio Maricará, cuja nascente fica dentro da Reserva Biológica de Duas Bocas. Na época dos jesuítas, a força da água ali gerada foi utilizada para mover a moenda de cana de açúcar de engenho montado pelos religiosos.

Corredeira de Maricará

Um ponto de lazer de Cariacica,

Essa é a Corredeira de Maricará!

No passado, já movimentou engenhos.

E alambiques da época encontramos no lugar.

Das lembranças de infância,

As brincadeiras com boias não foram esquecidas.

A corredeira tinha muita água,

Assim a diversão estava garantida.

Hoje, passo por ela e me entristeço,

Pela falta de água que vejo no local,

Bem como a falta de infraestrutura

E a necessidade de preservação ambiental.

O desenvolvimento é preciso!

Mas, respeitar o meio ambiente também!

Preservar os mananciais é uma questão de vida

Que reflete no nosso próprio bem.

• Estação Ferroviária Pedro Nolasco

A Estação Ferroviária Pedro Nolasco, de embarque e desembarque de passageiros, faz parte da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Fica o Bairro de Jardim América, em frente a outro atrativo turístico da Cidade de Cariacica: Estádio Engenheiro Alencar de Araripe.

Seu nome homenageia um dos engenheiros responsáveis pela construção da ferrovia. De lá, todo dia, no início da manhã, sai o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas, com direção à Cidade de Belo Horizonte, a capital do Estado de Minas Gerais.

• Estádio Engenheiro Alencar de Araripe

O Estádio Engenheiro Alencar de Araripe foi inaugurado em 16 de janeiro de 1966, como propriedade da Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce, um dos clubes de futebol mais tradicionais e mais vitoriosos do Estado do Espírito Santo.

Em 2013, seguindo um projeto de modernização, e tendo forte apoio financeiro de patrocinadores, arquibancadas, banheiros, cabines de imprensa, camarotes, campo de futebol, Departamento Médico, Salas para Fisioterapia e vestiários foram melhorados.

Isso se repetiu em no ano seguinte, para as adaptações do Padrão Fifa, com a troca do gramado, instalação de placar eletrônico, construção de dois campos de treinamentos, climatização dos vestiários e calçamento das áreas no entorno do campo de futebol.

Assim, o Estádio Engenheiro Alencar de Araripe pode receber a seleção da Austrália no período anterior à Copa do Mundo de 2014. Nessa fase de preparação e treinamento, os australianos realização alguns amistosos, nos quais o acesso era franqueado ao público.

Ocupando área de 72 mil metros quadrados, suas quatro torres de iluminação permitem a realização de atividades noturnas, com seus espaços aproveitados para outros eventos, além das partidas de futebol, como apresentações musicais, realização de bingos etc.

Foi lá que o líder da África do Sul, Nélson Mandela, se encontrou com admiradores em sua visita ao Estado do Espírito Santo. Isso aconteceu durante a manhã do domingo, dia 5 de agosto de 1991, quando sete mil pessoas acompanharam atentamente seu discurso.

Recebeu, também, a única apresentação da equipe principal, masculina, da Seleção Brasileira de Futebol no Estado do Espírito Santo. Na ocasião, 26 de junho de 1996, o Brasil venceu bem a Polônia, por 3 a 1, com dois gols de Bebeto e outro de Narciso.

Estiveram em campo campeões mundiais Bebeto, Rivaldo, Roberto Carlos e Ronaldo, treinados pelo tetracampeão Zagallo. Telê Santana veio assistir jogo do Clube Atlético Mineiro contra Desportiva Ferroviária, nas observações para a equipe da Copa de 1982.

Recorde de público no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1995: Clube de Regatas do Flamengo e Esporte Clube Vitória, da Bahia, 27.600 pagantes. A Desportiva Ferroviária atuou nos outros nove jogos de maior público, com todos eles acima de 20 mil pagantes.

• Estádio Estadual Kléber Andrade

O então Estádio Kléber José de Andrade foi inaugurado parcialmente em 1983. Mas, seu proprietário, o Rio Branco Atlético Clube, agremiação da Cidade de Vitória, por mais esforços tenha feito, não conseguiu recursos para finalizar a praça de esportes.

Em 2008, vendeu o empreendimento ao Governo do Estado. O projeto foi reformulado e, após período em obras, o Estádio Estadual Kléber Andrade foi oficialmente aberto em 2010 — mesmo sem estar pronto, com edificações inacabadas, sem uso até o momento.

A promessa é de, com tudo concluído, além de jogos de futebol, poder sediar também partidas rugby e competições de atletismo — para atender esse último requisito, contará com pista oficial de oito raias, ocupando parte do espaço existente ao redor do gramado.

Haverá cinco quadras poliesportivas; espaços de condicionamento físico e musculação; setor de primeiros socorros; centro de fisioterapia, massagem e pequenos tratamentos médicos; salas para gerências de delegações; e sala de reuniões, dotada de multimídia.

Acesso de deficientes físicos, aproveitamento da luz solar natural, aproveitamento de águas das chuvas, área de apresentações culturais e shows, Centro de Convivência Social para a comunidade, lanchonete e estacionamento são outros confortos previstos.

O estádio recebeu a Seleção de Camarões na Copa do Mundo Brasil 2014. E um dos mais emblemáticos jogos lá disputados foi a vitória do Rio Brando Atlético Clube, por 1 a 0, sobre Clube de Regatas Vasco da Gama, jogo do Campeonato Brasileiro de 1986.

Estádio Kléber Andrade

No quesito esportivo,

Minha Cariacica é espetacular!

Dois estádios do Espírito Santo

Vieram aqui se instalar.

O Estádio Kléber Andrade,

De estrutura fenomenal,

Recebeu Paul McCartney

Em sua turnê nacional.

A passagem desse ídolo,

Sua marca ali deixou.

Inaugurando sua estrutura,

Belo espetáculo eternizou.

Pela sua estrutura, já recebeu seleções,

De Vasco e Flamengo e até mesmo Camarões.

Tornou-se ponto turístico, todos querem visitar,

Atraindo grandes eventos para Cariacica transformar.

• Grupo 7M

O Grupo 7M, formado por mãe e seis filhas, é uma empresa familiar, estruturada como pequena indústria, voltada a agregar valor à produção da agricultura da Zona Rural do Município de Cariacica. Situada na localidade de Cachoeirinha, está aberta à visitação.

Atualmente, está especializada em delícias oriundas da banana — como banana chips, bombom de banana, banana passa e farinha de banana. Depois de prontos e embalados, são comercializados lá mesmo, em feiras livres e diversas lojas de artesanato da região.

• Igreja Matriz de São João Batista

A paróquia da Freguesia de São João Batista foi inaugurada, oficialmente, em 16 de dezembro de 1837, sem igreja e sem padre. Dois anos depois, em 1839, o presidente da Província do Espírito Santo, José Thomaz de Araújo, autoriza a construção da matriz.

Para erguer o templo, o povo valeu-se do seu próprio esforço, sob a orientação do padre italiano frei Ubaldo Civitela de Tento. Ele criou a “Procissão das Pedras”: nas suas idas às missas, cada devoto doava uma pedra, usada na estrutura daquela construção secular.

A inauguração da igreja é 1848, porém sem a torre. Em 1889, a cobertura de palha foi substituída por telhas vindas da Cidade de Marselha, na França. Ao completar seus 100 anos, em 1948, a obra foi completada, ganhando sua bela torre, de 15 metros de altura.

• Igreja Santa Maria de Goretti

Fundada em 1954, a Paróquia Santa Maria Goretti fica no Bairro de Jardim América. Até meados da década de 1960, o templo não sua torre. Isso mudou graças aos esforços do padre Félix Inglesi, culminando na construção de uma, com 30 metros de altura.

A partir de então, o monumento pode ser visto de diversos pontos do Município. Em seu alto, uma imagem de Jesus Cristo, com os braços abertos, recebe quem chega à Cidade de Cariacica. Seu sino toca a “Ave Maria”, todo dia, às seis da manhã e às seis da tarde.

Igreja Santa Maria Goretti

Bela igreja católica

Que em Jardim América se fixou.

Sua torre tem, em seu topo, o Cristo

Que a todos abençoou.

Vista por todos que chegam à Cidade,

Torre de grande admiração.

Um dos ícones de Cariacica,

No seu Cristo a proteção.

A congregação é Passionista,

Santa Maria Goretti a padroeira do lugar,

Virgem jovem que, ainda menina,

A Cristo foi se entregar.

Com missas, festas e coroações,

A igreja dá vida ao lugar,

Unindo os fiéis em uma só fé

Para a vida transformar.

• João Bananeira

Há muitas mistificações sobre a origem do João Bananeira, principal figura do Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água. As mais populares garantem ele surgir apenas no dia da comemoração, nascer do vento, ter a ver com demônios…

Nada disso, na minha opinião! O mais provável vem de uma situação bem simples. Ao perceber um fantasiado qualquer evoluindo dentro do grupo de congo, os assistentes, não tendo como identificar o folião, logo taxavam: “Olha ali, mais um João Bananeira.”

Esse personagem, há muito, passou a fazer parte do dia a dia de todos os habitantes do Município de Cariacica. Durante debates para definição da legislação de financiamento público da produção cultural na cidade, um ponto não teve discussão: sua identificação.

Assim surgiu a Lei de Incentivo à Cultura do Município de Cariacica João Bananeira. De todo modo, ele tem força para fomentar ainda mais a divulgação da cidade em todo o Estado do Espírito Santo, todos os outros Estados da Nação e até mesmo no exterior.

• Montanhas de Cariacica

O Município de Cariacica apresenta praticamente metade do seu território plano, quase ao nível do mar, a Leste, área bastante urbanizada, e com muitos morros, na parte Oeste, parte mais rural. Entre as montanhas, a mais elevada e conhecida é o Monte Mochuara.

• Monte Mochuara

O Monte Mochuara, um maciço de pedra com 718 metros de altura, é a montanha mais elevada do Município de Cariacica. Suas dimensões permitem ser avistado não apenas nas proximidades, mas de diversos pontos da Região Metropolitana da Grande Vitória.

Esta reúne seis Municípios ao redor da Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo: Município de Fundão e Município de Serra, ao Norte; Município de Cariacica e Município de Viana, Oeste; e, Município de Vila Velha e Município de Guarapari, Sul.

Coberto por matas, e apresentando esconderijos naturais, serviu de abrigo para escravos fugitivos da Rebelião de Queimados, ocorrida no Município de Serra, em 1849, com os cativos incendiando uma igreja construída por eles em troca de alforria, não concedida.

Possui biodiversidade valiosa. Abriga diversas espécies vegetais ameaçadas de extinção: Araçá-do-mato, Pau-d’alho, Cobi-da-pedra, Cobi-da-serra, Jeriquitim e Jeriquitibá. Sua fauna também é bastante rica, exibindo beija-flores, pica-paus, lagartos e outros bichos.

Principal ponto turístico natural da Cidade de Cariacica, foi tombado como patrimônio histórico e paisagístico em 1992. Conta com áreas de lazer, restaurantes especializados em pratos exóticos, como a carne de javali, e pistas para rapel e rampas para voo livre.

Apesar de, desde 1990, ser uma área de preservação ambiental, o Parque Municipal do Monte Mochuara, criado como um local de proteção da natureza e centro de pesquisas ecológicas, não dispõe de estrutura de apoio a visitantes, plano de manejo e fiscalização.

Monte Mochuara

Símbolo de Cariacica,

Mochuara e sua grandeza,

De longe todos avistam

Por sua imponência e beleza.

A sabedoria dos antigos

Busca nele orientação,

Indicando a chuva que chega

E dá vida à plantação.

Desde os tempos mais antigos,

Dele vem a proteção

Para índios, negros e brancos,

Sua cultura e tradição.

Ainda nos nossos dias, escutamos ecoar

Os tambores dessa gente que ali se fez morar.

Parque Monte Mochuara, nossa missão é preservar

Sua fauna e sua flora, riquezas vistas além-mar.

• Museu da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo

Copiando a estrutura física do primeiro quartel da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, localizado no Parque Moscoso, na Cidade de Vitória, apresenta por volta de 500 fotografias e 600 objetos diversos — o total é incerto pois o acervo continua crescendo.

Podem ser admirados uniformes de várias épocas; boinas, capacetes, gorros e quepes; bustos esculpidos em gesso; estatuetas; antigos instrumentos da Banda de Música da Polícia Militar; rádios comunicadores; equipamentos das tropas de choque; e, armas.

Há, também, um Jeep de 1966 e um ônibus Mercedes Benz, carinhosamente apelidado de Fofão: ele transportava policiais para locais de patrulhamento. Suas instalações ficam no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar, no Bairro de Santana.

• Orla Marítima

Trecho do braço de mar da Baía de Vitória, banhando os limites a Leste do Município de Cariacica. Apesar de não ter praias, há um calçadão para caminhadas na parte Sul e possibilita passeios de barco junto a áreas de manguezal e a prática de pesca artesanal.

• Parque Fazenda Vale do Moxuara

A área de lazer do empreendimento oferece arvorismo, caiaques, escalada, oficina de arte, parquinho para crianças, passeio a cavalo, passeio de charrete, pedalinho, pesque-pague, piscina de água ionizada, piscina de água natural e tirolesa de grande extensão.

Além de aluguel de espaços com churrasqueiras, seu restaurante oferece bufê com churrasco, apresentando várias opções de carnes, como boi, cordeiro, frango. Entre as bebidas geladinhas, destacam-se diversas marcas de cervejas, refrigerantes e sucos.

• Parque Linear de São Conrado

O Parque Linear de São Conrado ocupa uma área de preservação permanente, onde havia um lixão. Uma nascente antes praticamente desaparecida voltou a brotar água, cujo volume de vazão está sendo suficiente para manter cheias duas pequenas lagoas.

Com o replantio de árvores, animais e pássaros voltaram a habitar o espaço, embelezam ainda mais as áreas voltadas à recreação e as pistas para caminhadas. O local tornou-se ponto de encontro, lazer e prática de diversos esportes para crianças, adultos e idosos.

• Presépio de Luz, Movimento e Som Arautos do Evangelho

O Presépio de Luz, Movimento e Som Arautos do Evangelho foi criado para contar a fascinante história do nascimento, trajetória de vida e ressurreição de Jesus Cristo de maneira atraente, comunicativa e diferenciada, fugindo ao padrão comum, já conhecido.

As apresentações em auditório climatizado, com fundo musical, narração e cenas de peças se movimentando, iluminadas por harmônico jogo de luzes. Acontecem apenas aos sábados e domingos, na Rua Princesa Isabel 701, no Bairro Nova Campo Grande.

• Rancho Pedra Negra

Situado a nove quilômetros de Cariacica Sede, oferece área de camping, piscina natural e muitas opções de agroturismo e turismo rural. Não permitindo a entrada de alimentos e bebidas, o restaurante atende sob reservas, com um menu de pratos típicos regionais.

• Remanescentes da Estrada de Ferro Leopoldina

O Município de Cariacica é cortado por trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina. Ela fazia o transporte de cargas e passageiros entre Estado do Espírito Santo e Estado do Rio de Janeiro, cruzando pela Região das Montanhas Capixabas e o Norte Fluminense.

Partindo do Porto de Argolas, na Cidade de Vila Velha, as composições cumpriam uma penosa viagem, com pelo menos 24 horas de duração, até alcançar sua parada final, a bela Estação Ferroviária da Leopoldina, situada no Centro da Cidade do Rio de Janeiro.

Ver o ramal entre a ponte sobre o Rio Marinho, a Leste, e a ponte sobre o Rio Formate, a Oeste, abandonado por mais de meio século, nos recorda a mais famosa Teoria da Conspiração sempre usada para explicar a falência do transporte ferroviário no Brasil.

Repercutida por articulistas, comentaristas e jornalistas ao produzirem análises, artigos ou matérias, garante ter havido um complô da indústria automobilística mundial contra nós após entrada de montadoras estrangeiras no País, no Governo Juscelino Kubitschek.

Não é verdade! Além da derrocada ter começado pelo menos 20 anos antes, qual a razão para um sistema funcionar relativamente bem por cinco décadas e, em pouco tempo, ir à bancarrota? A resposta é a mesma para outras coisas dando errado no País: estatização.

Ferrovias começaram a surgir em território brasileiro a partir dos anos 1800. Na maior parte, capital e tecnologia tinham origens inglesas. Vinham sozinhos ou em sociedade com investidores locais — como Irineu Evangelista de Souza, nosso Barão de Mauá.

Não pode faltar o norte-americano Percival Farquar, com interesses em companhias pela Nação. A Estrada de Ferro Vitória a Minas foi uma delas; outra, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construção épica em meio às dificuldades da Floresta Amazônica.

Os investimentos eram em sistema de concessão, com duração de 50 anos. Ao final do período, o patrimônio físico — estações, armazéns, pontes, trilhos, locomotivas, vagões, oficinas etc. — passava à posse estadual ou federal. Isso ocorre a partir dos anos 1930.

Em vez de apenas assumir as instalações, lançando editais para novas concessões, o nacionalismo falou mais alto. Estados e União tornam-se proprietários de um grande número de empresas e engordam a máquina pública com milhares de funcionários.

Com os empregados virando funcionários públicos, aquelas empresas privadas, em sua maioria funcionando bem, até dando lucros, tornam-se estatais ineficientes, destacando-se por horários desrespeitados, manutenção inadequada, sucateamento acelerado…

Se, em meio século de inciativa privada, atenderam com eficiência e qualidade, como patrimônio do Estado viraram cabides-de-empregos, geridas por indicados políticos, não preocupados com excelência dos serviços. Decaindo ano a ano, afastaram seus usuários

Os clientes, evitando ser reféns da falta de responsabilidade no manuseio das cargas e não cumprimento de prazos de entrega, trocaram o transporte ferroviário por rodoviário. O movimento de trens reduzido levou à desativação de ramais e à falência do sistema.

Não demorou muito, o conjunto estava no chão. Como é comum na área governamental brasileira, em vez de vender tudo o mais rápido possível, reuniram os elefantes brancos em novos paquidermes — para os quais criaram nomes pomposos, fique bem claro!

O Estado de São Paulo, pelo potencial econômico, criou a Ferrovia Paulista —Fepasa. O restante passou a integrar a Rede Ferroviária Federal — RFFSA. As duas tornaram-se grandes ralos para recursos do Erário, principalmente por investimentos sem resultados.

Durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, quando a RFFSA teve sua parte boa entregue a operadores privados mediante concessões e a ruim entrou em processo de extinção, ainda não concluído, gerava um prejuízo de US$ 1 milhão de dólares por dia.

Na cotação do momento no qual este texto está sendo construído, algo próximo a R$ 4 milhões de reais — R$ 120 milhões a cada mês; R$ 1,5 bilhão a cada ano. E ainda há pessoas desconhecedoras dessa realidade, criticando aquelas privatizações 25 anos atrás.

Como observado no início desse texto, há proposta da Prefeitura para se aproveitar os remanescentes no transporte de passageiros nos limites do Município, com composições deslocando-se ida-e-volta, de um extremo a outro, fazendo paradas em quatro estações.

• Reserva Biológica de Duas Bocas

O espaço de preservação surgiu ao redor da Represa de Duas Bocas, construída na década de 1940 para armazenar água a ser distribuída aos moradores da Cidade de Vitória. O nome surgiu devidos aos seus dois rios alimentadores: Naiá-Assu e Panelas.

Em 1965, a mata ao redor do lago ali formado virou uma Reserva Florestal. Em 1991, mudou de categoria, passando a Reserva Biológica. Atualmente, ali estão preservados uma área correspondente a quase três mil campos de futebol oficiais de Mata Atlântica.

Reserva Biológica de Duas Bocas

Importante patrimônio ambiental,

A REBIO Duas Bocas tem beleza sem igual.

Legalmente preservada para sua proteção,

Nela existe Mata Atlântica em estágio inicial.

Naiá-Assu e Panelas, dois rios do local,

Formam o Rio Duas Bocas, patrimônio natural.

A represa de Duas Bocas suas águas concentrará,

Abastecendo com águas limpas para a sede saciar.

Duas Bocas tem muitas histórias,

Lembranças de um povo que ali se fez morar.

A antiga represa, preservada ainda está.

Caminhando pela trilha logo a encontrará.

Sua fauna e sua flora dão mais vida à região,

Sendo possível encontrar animais em extinção:

Macaco prego, onça parda, jacaré e tangará,

Ali são protegidos para as espécies preservar.

• Santuário de Umbanda Fraternidade Tabajara

A Fraternidade Tabajara foi fundada em 1940, pela médium Maria de Lourdes Labeto. Seu primeiro templo era uma choupana, com telhado de palha e bancos de madeira, bem rústicos. O templo surgiu pouco depois, em 1952, erguido sobre o monte onde está hoje.

A edificação tem formato de uma grande cruz, cantos arredondados e três cúpulas, com tudo moldado em tijolos. Sobre a cúpula central, a estátua do índio Tabajara, de braços abertos, rende homenagem ao Monte Mochuara, um marco do Município de Cariacica.

Em uma época onde a maior parte da população do Município vivia na Zona Rural, uma pequena vila nasceu em volta do santuário. Logo, aquela região passou a identificada como Tabajara, devido à forte ligação dos moradores mais antigos com a fraternidade.

Santuário de Umbanda Fraternidade Tabajara

Templo religioso de grande destaque,

Quem passa pelo Contorno logo o avista,

Pela beleza de sua arquitetura

Que desperta a curiosidade de fazer uma visita.

Contam os antigos

Que o índio Tabajara, no seu topo, está

Saudando a imponência do Monte Mochuara

Que a mão de Deus fez criar.

Gosto de admirar a sua arquitetura

E a imponência da cúpula central,

E o destaque ao nobre índio

Que fortalece a sua identidade espiritual.

O Templo Tabajara

É o primeiro santuário de umbanda do Estado,

Além de patrimônio arquitetônico e religioso,

Motivos que o tornam muito visitado.

• Santuário do Bom Pastor da Paróquia de Campo Grande

É o primeiro Santuário Católico do Município de Cariacica, tendo sido inaugurado em maio de 2017, depois de sete anos de obras ininterruptas. A solenidade coincidiu com as comemorações pelos 50 anos da Paróquia do Bom Pastor, no bairro de Campo Grande.

Seu perfil arrojado exibe teto em rampa, 30 metros acima do pisco, altura equivalente à de um prédio com 10 pavimentos. Além da arquitetura facilitar a circulação do ar, conta com tratamento térmico e todo o ambiente climatizado — além de isolamento acústico.

Com 10 mil metros quadrados de área construída, acomoda duas mil pessoas sentadas. Há, ainda, estacionamento subterrâneo com dois mil metros quadrados de área, galeria de lojas, praça de alimentação e conveniência, toaletes femininos e toaletes masculinos.

A estrutura apresenta, também, um confortável cerimonial, com capacidade para receber até 600 pessoas, e um anfiteatro, para até 400 pessoas, atendidos por Salas de Apoio ao redor — além de 20 salas menores, usadas para sediar pequenos encontros e reuniões.

• Segunda Ponte

A Segunda Ponte, apelido pela qual é popularmente conhecida — obscurecendo o nome oficial de Ponte do Príncipe —, cruza por sobre o braço de mar a Leste do Município de Cariacica, permitindo a ligação deste o Município de Vitória, através da Ilha de Vitória.

Durante os mais de 10 anos de duração de sua construção, recebeu outros dois apelidos, de acordo com o não-andamento das obras. Primeiro, de Ponte do Gato, por seus pilares não saírem da terra; mais tarde, Ponto do Pato, devido às obras paradas dentro da água.

• Shopping a Céu Aberto de Campo Grande

Eixo comercial ao longo da Avenida Expedito Garcia, ocupando tanto a via principal quanto suas transversais e estendendo-se por logradouros próximos. Mix variadíssimo de empreendimentos, oferecendo produtos e serviços com preços bem convidativos.

• Shopping Moxuara

Único shopping da Cidade de Cariacica, 45 mil metros quadrados de área construída, possui pouco mais de mil vagas de estacionamento, 214 lojas, cinco salas de cinema e praça de alimentação com 24 opções. Suas duas torres comerciais abrigam 842 salas.

• Sítio Colírio

O Sítio Colírio, rodeado natureza exuberante e lugares exóticos, proporciona passeios belíssimos para apreciadores da natureza. Trilha ecológica, mirante, piscinas naturais com acessibilidade para cadeirantes são algumas das atrações, mediante agendamento.

O visitante ainda dispõe de bar, churrasqueira, espaço confortável para jogos de mesa, lanchonete, parquinho, quadra de futebol e quadra de vôlei. E, se quiser, pode levar seus itens de alimentação, consumindo apenas as várias opões de bebidas oferecidas no local.

• Terreirão da Companhia Cumby — Casa de Congo Mestre Prudêncio

Palco da banda Companhia Cumby, grupo musical com interessantes releituras do ritmo do Congo, sem abandonar a identidade dessa manifestação musical. Oferece serviço de bar e mirante com uma vista privilegiada da Região Metropolitana da Grande Vitória.

• Trio Histórico de Cariacica Sede

Formado pela primeira igreja, primeira praça e primeiro prédio da Cidade de Cariacica, no Centro da Sede do Município: Igreja de São João Batista, Praça Marechal Deodoro da Fonseca e Centro Histórico Eduartino Silva — este, a antiga Câmara de Vereadores.

A Praça Marechal Deodoro foi inaugurada em 1892, dois anos após a emancipação do Município. Em 1896, recebeu um chafariz, trazendo água para perto das residências do seu entorno. Hoje, é local de encontros e pequenos passeios das famílias ali residentes.

• Unidades de Conservação de Manguezal

São duas: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal dos Manguezais de Cariacica, com 740 hectares, e Parque Natural Municipal Manguezais do Itanguá, 32 hectares. Podem ser admirados de longe, pois não há estrutura para visitas monitoradas.


O post “Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo, busca destaque também em Turismo” foi produzida por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, a partir de sua participação em fampress para conhecer o Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água, localizada na Zona Rural do Município de Cariacica, promovido pela Gerência de Fomento ao Turismo da Cidade de Cariacica, do Instituto de Desenvolvimento Social do Município de Cariacica — Idesc, autarquia da Prefeitura de Cariacica, com apoio do Centro Público Municipal de Economia Solidária do Estado do Espírito Santo — Unidade Município de Cariacica, e da Garcia Vix Transporte e Turismo.

Clique nos trechos em colorido ao longo do post “Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo, busca destaque também em Turismo” para abrir novas guias, com informações complementares ao aqui sendo tratado. Eles guardam links levando a verbetes da Wikipedia e sites de empresas, entidades, Governos estaduais, Prefeituras etc.

No post “Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo, busca destaque também em Turismo”, a repetição da expressão “Município de Cariacica”, e outras mais, é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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