Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte

Sua denominação antiga, Cidade de Papary, baseava-se no termo tupi com significado de região de pesca abundante. Nome atual homenageia filha ilustre, sem dúvida, a primeira feminista do Brasil. Atualmente considerada “Capital do Camarão”, aposta no turismo para diversificar economia.

 

Cidade de Nísia Floresta: 30 quilômetros ao Sul da Cidade de Natal

 

Viajando ao Estado do Rio Grande do Norte pela primeira vez, imaginei me hospedar na sua capital, a Cidade de Natal. E, de lá, conhecer atrativos turísticos desta última e aqueles mais próximos: Barreira do Inferno, Dunas de Genipabu, o maior pé de caju do planeta etc.

Fiquei surpreso ao ser levado em direção Leste-Sul, 60 quilômetros distante do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Mais precisamente, para o confortável Praia Bonita Resort & Conventions, praticamente nas areias da Praia de Camurupim, na Cidade de Nísia Floresta.

Pela primeira vez ouvia o nome daquele Município, totalmente desconhecido para mim e, creio, da maioria da população brasileira. Na semana lá dispendida, além da justificativa para a denominação, descobri mais sobre a trajetória local e conheci partes da bela região.

Conversando com pessoas lá vivendo, lembrando aulas de Geografia e História, recordando informações publicadas em jornais e revistas ou divulgadas pela tevê ao longo dos tempos e usando ferramentas de busca na Internet fui montando um descritivo daquela parte do País.

 

Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte
Quando os europeus chegaram ao litoral do atual Estado do Rio Grande do Norte, o encontraram habitado por nativos de origem Tupi, da etnia Potiguar. E espanhóis quanto franceses e portugueses enfrentaram forte resistência para se instalar em terra

 

Europeus foram recebidos por nativos Tupis, da etnia Potiguar

 

Considerando o período de 22 de abril de 1500, Descoberta do Brasil, até 18 de fevereiro de 1852, criação do Município, sua trajetória se funde, primeiro, com a do Nordeste Brasileiro; depois, com a do Estado do Rio Grande do Norte; e, em terceiro, com a da Cidade de Natal.

Quando os primeiros europeus chegaram ao litoral do atual Estado do Rio Grande do Norte, o encontraram habitado por nativos de origem Tupi, da etnia Potiguar. E tanto os espanhóis quanto os franceses e os portugueses enfrentaram forte resistência para se instalar em terra.

A primeira expedição enviada por Portugal a alcançar aquelas terras partiu de Lisboa em 10 de maio de 1501. Supõe-se comandada por Gaspar de Lemos, mas com Américo Vespúcio, companheiro de Cristóvão Colombo na descoberta da América em 12 de outubro de 1492.

Após 11 semanas cruzando o Oceano Atlântico, aportou no Cabo de São Roque, fixando ali o primeiro marco indicando a posse portuguesa sobre a Colônia. Isto não intimidou piratas de diversas nacionalidades, em busca de riquezas, principalmente a extração do pau-brasil.

 

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A primeira expedição enviada por Portugal alcançou o Nordeste Brasileiro em 10 de maio de 1501. Mesmo deixando marco indicativo de posse sobre a Colônia, não intimidou piratas de diversas nacionalidades, buscando riquezas, principalmente pau-brasil

 

Portugal adota sistema de Capitanias Hereditárias para ocupar o Brasil

 

Tentando conter estas perdas, Portugal envia expedições de patrulhamento. Primeiro, no período entre 1516 e 1519; depois, entre 1526 e 1528. Diante dos resultados pífios destas providências, buscou-se uma solução para acelerar ocupação e povoamento da Colônia.

A Coroa Portuguesa decide, então, adotar ali sistema já vigente em outros seus domínios, nos quais havia alcançado relativo sucesso: Arquipélago de Cabo Verde, Arquipélago dos Açores e Arquipélago da Madeira, no meio do Oceano Atlântico — e Angola, na África.

As terras, divididas em grandes lotes, chamados Capitanias, eram entregues a escolhidos. O proprietário, beneficiado por donativo real, tornava-se capitão-donatário. Como esta posse podia ser passada em herança, entraram na História sob o nome de Capitanias Hereditárias.

O capitão-donatário — em grande maioria, vindos das classes nobres, com penetração na sociedade portuguesa da época e detentores de fortuna considerável —, ficava responsável por todos os investimentos necessários para o povoamento e exploração das riquezas locais.

Estas, exportadas para uma Europa valorizando especiarias e mercadorias vindas pelo novo Caminho das Índias definido pelo navegador Vasco da Gama no final do século XV, anos 1400, eram garantia de enriquecimento para aqueles aplicando seus capitais nas iniciativas.

 

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A Coroa Portuguesa adota na Colônia o sistema de Capitanias Hereditárias já vigente em outros seus domínios, com relativo sucesso: Arquipélago de Cabo Verde, Arquipélago dos Açores e Arquipélago da Madeira, no meio do Oceano Atlântico — e Angola, na África

 

Capitania Hereditária do Rio Grande é a maior entre as 14 criadas

 

Em 1534, foram criadas 14 Capitanias Hereditárias, todas com dimensões bem distintas. As glebas tinham, como limite Leste, o Oceano Atlântico; as divisas Norte e Sul provinham de linhas retas traçadas sobre mapas precários; a Oeste, o traçado do Tratado de Tordesilhas.

Apenas a Capitania Hereditária do Maranhão fugia à regra. Não possuía limitação a Leste, defrontando-se com a parte Norte do Oceano Atlântico. Ao Sul, sua vizinha era a Capitania do Ceará. E, pelo lado Oeste, seguia as demais, indo até a linha do Tratado de Tordesilhas.

A Capitania Hereditária do Rio Grande foi a maior de todas, em termos de área, tendo sido demarcada com 100 léguas de largura. Como uma légua equivale a 4.828,03 metros, temos o total de 482.803 metros; e, em quilômetros, 482,803 — ou seja: quase 500 quilômetros.

Outro enorme diferencial entre as demais estava em sua localização estratégica, sendo das mais próximas a Portugal. Este era um fator decisivo na época de navegação movida à força dos ventos, reduzindo custos, tempo e, principalmente, riscos das travessias levando cargas.

Entregue ao capitão-donatário João de Barros, este, em 1535, envia frota de cinco caravelas e cinco naus, transportando mais de 100 cavalos e 900 homens. Comandados por Aires da Cunha, o objetivo de consolidar a colonização não alcançou sucesso devido à morte deste.

 

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Em 1535, João de Barros, capitão-donatário da Capitania Hereditária do Rio Grande, envia frota de caravelas e naus, com mais de 100 cavalos e 900 homens. A consolidação da colonização fracassou devido à morte do comandante daquela expedição, Aires da Cunha

 

Fim exploração do pau-brasil dá início ao ciclo da cana-de-açúcar

 

No extremo Leste-Norte, chegaram a fundar um povoado, ao qual deram a denominação de Nazaré, lá permanecendo apenas por três anos. Apesar de suas armas de fogo, em minoria numérica, tornaram-se presas fáceis para flechas e tacapes dos verdadeiros donos locais.

Se, superando dificuldades, conseguiam acumular cargas para remetê-las à Europa, piratas, principalmente franceses, as saqueavam no meio do mar. Estes, tendo ciência dos fracassos portugueses, deram um passo adiante, iniciando a preparação para invadir terras brasileiras.

Com a, praticamente, extinção do pau-brasil pelas costas brasileiras, agora outra riqueza era motivo da cobiça estrangeira: plantações de cana-de-açúcar. E o Nordeste Brasileiro exibia condições ideais para o cultivo e produção do açúcar, produto com alto valor internacional.

Crise de sucessão no trono português leva à União Ibérica, com Portugal sob domínio da Espanha. Esta, atenta às regiões Norte e Nordeste da Colônia brasileira, manda expulsar os intrusos e fundar uma cidade, protegida por forte, na Capitania Hereditária do Rio Grande.

 

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Com União Ibérica, Portugal fica sob domínio da Espanha. Esta, atenta ao Norte e Nordeste da Colônia brasileira, por ordem do rei Felipe II, manda expulsar intrusos e criar cidade protegida por forte, na Capitania Hereditária do Rio Grande

 

Fortaleza do Rio Grande e Cidade de Natal na foz do Rio Potengi

 

Em 25 de dezembro de 1597, nova esquadra, comandada por Jerônimo de Albuquerque e Manuel Mascarenhas Homem, ancora junto à foz do Rio Potengi. De imediato, as baterias dos canhões nos navios asseguraram total proteção para as primeiras providências em terra.

Com pé firme em solo, para assegurar de vez a permanência naquele espaço, sem depender do armamento de embarcações, em 6 de janeiro de 1598, iniciam a construção de um forte sobre os arrecifes ao redor de onde as águas do Rio Potengi encontram o Oceano Atlântico.

Aquela tosca edificação foi batizada de Fortaleza da Barra do Rio Grande. Mas os franceses seguiram nas terras da Capitania Hereditária do Rio Grande até o ano seguinte. Depois de expulsos, e concluída a fortificação, chega a hora de cumprir a terceira determinação real.

Assim, outro líder da expedição, João Rodrigues Colaço, funda a Cidade dos Reis Magos, no 25 de dezembro de 1599 — mais tarde rebatizada Cidade de Natal. Tendo base fixa, bem protegida, os colonizadores, lentamente, vão ampliando os domínios sobre o território.

 

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A edificação foi batizada de Fortaleza da Barra do Rio Grande. Concluída a obra, era hora de instalar a povoação. João Rodrigues Colaço funda a Cidade dos Reis Magos, no 25 de dezembro de 1599 — depois, rebatizada Cidade de Natal

 

Europeus chegam ao “papa ry”, o “local de pesca abundante”

 

Avançando para a direção Sul, seguindo através de praias protegidas por recifes e grandes falésias, chegam a amplo espaço plano, agregando 26 lagoas. Para os indígenas, era o “Papa ry” — significando “local de pesca abundante”, tanto de água doce quanto de água salgada.

Produção de pescado, plantações de cana-de-açúcar, usinas para a produção de açúcar e outros derivados, como aguardente, e pequenas iniciativas de pecuária foram as primeiras atividades econômicas ali exercidas, cujos resultados eram negociados na Cidade de Natal.

Depois de três décadas de relativa paz e progresso crescente, a situação muda por completo. Os holandeses, fixados na Cidade de Recife desde sua invasão da Capitania Hereditária de Pernambuco em 1596, decidem ampliar os seus domínios sobre todo o Nordeste Brasileiro.

Sem noção daquela movimentação bélica, em 1630, o viajante Adriano Wedouche, depois de andar pelo interior da Capitania Hereditária do Rio Grande, põe em relatório primeiros indícios relacionados à criação do Município de Nísia Floresta, de 18 de fevereiro de 1852.

Ele descreve existir, na Capitania, “cinco ou seis aldeias, que, reunidas, podiam contar com 700 a 750 índios flecheiros, e a principal flecha era chamada de Mopebu” — apresentando adiantado processo de povoação e organização, diferenciando-se por completo dos demais.

 

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Avançando para o Sul, através de praias protegidas por recifes e grandes falésias, europeus chegam a amplo espaço plano, agregando 26 lagoas. Para os indígenas, era o “Papa ry” — significando “local de pesca abundante”, tanto de água doce quanto de água salgada

 

Aldeia de Mopebu é embrião da atual Cidade de Nísia Floresta

 

Situado a cerca de 50 quilômetros a Sudoeste da Cidade de Natal, destacava-se como maior em número de construções e também como o mais populoso. Sua denominação, Aldeia de Mopebu, era originária do termo tupi “Mipibu”, com o significado de “surgir subitamente”.

Tinha a ver com um córrego nas suas proximidades. Este, após brotar rapidamente na Fonte da Bica, e percorrer alguns quilômetros, deságua no Rio Trairi. Partindo-se da Aldeia de Mopebu, em direção Leste, antes de chegar ao mar, estão as 26 lagoas da região de Papary.

Por sobressair-se na vasta extensão de terras desocupadas, como a Cidade de Natal, será um dos primeiros alvos a serem atacados pelos invasores, na busca por subjugar mais territórios e, assim, ampliar a geração de riquezas para a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.

Em 21 de dezembro de 1631, zarpa da Cidade de Recife esquadra composta por 14 navios com 10 companhias de soldados — mínimo de 600 homens. O objetivo do seu comandante, o tenente-coronel Hartman Godefrid van Steyn-Gallefels, era dominar a Cidade de Natal.

Desembarcando em dois locais, a Praia de Ponta Negra e a Praia de Genipabu, convergem sobre a Fortaleza da Barra do Rio Grande. A tenaz resistência, organizada e liderada pelo capitão-mor Cipriano Pita Carneiro, contém os holandeses, fazendo-os desistir da invasão.

 

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Em 21 de dezembro de 1631, holandeses iniciam sua expansão pelo Nordeste Brasileiro. Em poucos anos, dominarão todo o território. Para isso, atacaram a Cidade de Natal duas vezes: são derrotadas na primeira tentativa, mas vencem na segunda

 

Holandeses ampliam domínio sobre todo o Nordeste Brasileiro

 

Mas eles não abandonam seus planos. Dois anos após, em 5 de dezembro de 1633, enviam nova esquadra, comandada pelo almirante Jan Corneliszoon Lichthardt, trazendo tropas sob a liderança do tenente-coronel Baltazar Bijm. E, desta vez, conseguem alcançar sua vitória.

O então capitão-mor da Capitania Hereditária do Rio Grande, Pero Mendes Gouveia, ferido em batalha, não consegue impedir a queda da Fortaleza da Barra do Rio Grande. Dominada e rebatizada como Castelo de Keulen, torna-se o centro para o domínio holandês da região.

Para ampliar e manter o território ocupado, além de dinamizar a exploração econômica, vão eliminando todo tipo de oposição ou resistência. São muitos os atos de violência, inclusive de fanatismo religioso, como o ocorrido em 1645, com os massacres de Cunhaú e Uruaçu.

Os portugueses só conseguem retomar a posse da Capitania Hereditária do Rio Grande duas décadas depois, em 1654. Percebendo-se vencidos, os holandeses recuam, deixando rastro de destruição, tocando fogo nas fazendas, instalações, plantações, pontes, usinas, vilas etc.

 

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Os holandeses, ampliando os domínios, eliminam toda oposição e resistência. Os atos de violência envolvem fanatismo religioso, como os massacres de Cunhaú e Uruaçu. Seus mártires estão homenageados neste monumento, na Cidade de São Gonçalo do Amarante

 

Nativos reunidos na Confederação dos Cariris são dizimados

 

Colônia livre de invasores, Portugal segue com a interiorização da ocupação territorial. Pelo Nordeste Brasileiro, inclui perseguição a nativos antes aliados a franceses e holandeses. Os conflitos, iniciados em 1683, prolongando-se por anos, exigindo um grande esforço militar.

Agrupados sob a denominação de Confederação dos Cariris — também Confederação dos Bárbaros, ou Guerra dos Bárbaros —, os indígenas começam a ser vencidos com a posse de Bernardo Vieira de Melo como capitão-mor da Capitania do Rio Grande, ocorrida em 1695.

A vitória só é completada oito anos depois, em 1713, com fortes investimentos militares, inclusive contratando mercenários, como bandeirantes paulistas, liderados por Domingos Jorge Velho — este, mais tarde, também liderará a destruição do Quilombo dos Palmares.

Em meio aos combates, a Capitania Hereditária do Rio Grande torna-se subordinada à Capitania Hereditária de Pernambuco, em 11 de janeiro de 1701; logo após, à Capitania Hereditária da Paraíba — decisões paralelas às alterações na economia da região Nordeste.

A cultura da cana-de-açúcar passa a ser concentrada apenas no Sudeste da Região Nordeste, ocupando regiões da Capitania de Alagoas, Capitania da Paraíba, Capitania de Pernambuco e Capitania de Sergipe. Nas demais, sobram pequenas produções, voltada a consumo local.

 

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A vitória sobre a Confederação dos Cariris acontece em 1713, com fortes investimentos militares, inclusive mercenários, como bandeirantes paulistas, liderados por Domingos Jorge Velho — este, mais tarde, liderará a destruição do Quilombo dos Palmares

 

Pecuária e pesca dinamizam economia do Povoado de Papary

 

Assim, durante todo o século XVIII, anos 1700, a base da economia da Capitania do Rio Grande volta-se, praticamente, apenas para agropecuária. Mas a região no entorno da atual Cidade de Nísia Floresta mantém, também, sua vocação natural, a captura dos pescados.

Esta movimentação econômica foi decisiva para, já por volta de 1703, o Povoado de Papary apresentar suas casas seguindo um arruamento. E também gerar as doações para dar início à construção da Igreja de Nossa Senhora do Ó, obra a ser concluída somente 52 anos depois.

A Aldeia de Mopebu é alçada a Vila de São José do Rio Grande em 3 de maio de 1758. Sua instalação oficial ocorre em 22 de fevereiro de 1762. Recebeu este nome como homenagens a um ícone da Igreja Católica, São José, e a um príncipe português, José Francisco Xavier.

Em 1817, a Capitania Hereditária do Rio Grande adere à Revolução Pernambucana, logo derrotada. Buscando tornar o Brasil independente de Portugal. um dos maiores líderes foi Frei Caneca. No ano seguinte, a 18 de março, livra-se da Capitania Hereditária da Paraíba.

 

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A movimentação econômica foi decisiva para, por volta de 1703, o Povoado de Papary apresentar casas seguindo arruamento. E também gerar as doações para iniciar a construção da Igreja de Nossa Senhora do Ó, obra concluída somente 52 anos depois

 

Cidade de Nísia Floresta nasce em 18 de fevereiro de 1852

 

Em 16 de outubro de 1845, a Vila de São José do Rio Grande tem sua categoria elevada, tornando-se a Cidade de Mipibu, recuperando a denominação original. Mais 10 anos, volta a expressar a forte religiosidade de seu povo, tornando-se Cidade de São José de Mipibu.

Quando isto aconteceu, já havia perdido parte do território. Em 18 de fevereiro de 1852, o Povoado de Papary desmembrou-se da Cidade de São José de Mipibu, virando Município, sob o nome de Vila Imperial de Papary. A Proclamação da República leva a novo batismo.

Assim, com o fim do Império, em 1º de fevereiro de 1890, simplifica sua denominação para Vila de Papary. Meio século após, a comunidade da Vila de Papary, em homenagem à sua filha mais ilustre, muda o nome outra vez: e, em 1948, nasce o Município de Nísia Floresta.

Nascida Dionísia Gonçalves Pinto, no Sítio Floresta, dia 12 de outubro de 1810, começou a vida literária, aos 21 anos, em 1831, publicando, em jornal da Cidade de Recife, capital da Capitania Hereditária de Pernambuco, artigos admirados por muitos e criticados por outros.

Em seus textos, defendia o ideal republicano dentro de uma monarquia; liberdade para os escravos dentro de um sistema escravocrata; e igualdade política para ambos os sexos numa sociedade na qual às mulheres eram destinadas apenas espaços voltados ao lar e à família.

 

Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte
Nísia Floresta e seu túmulo. Ela defendeu o ideal republicano dentro de uma monarquia; liberdade para os escravos dentro de um sistema escravocrata; e igualdade política para ambos os sexos numa sociedade na qual às mulheres eram destinadas apenas ao lar

 

Cidade de Nísia Floresta adentra os anos 2000 apostando no turismo

 

A Cidade de Nísia Floresta atravessou quase todo o século XX, anos 1900, apoiada pela produção vinda do campo e das águas do mar. A partir dos anos 1970, começou a ser beneficiada por pequena diversificação na economia, com o crescimento do turismo de lazer em seu litoral.

Devido à propaganda boca-a-boca sobre a qualidade de suas praias feita por aqueles vindos do interior em períodos de férias, sua orla acabou tomada por residências de veraneio, numa ocupação geradora de equilíbrio ambiental, levando à eliminação da Vegetação de Restinga.

Com as ondas do mar avançando cada vez mais sobre as construções próximas da linha da água, suas praias estão tomadas por obras buscando a contenção dos danos. Entretanto, sem sucesso, pois restos de edificações e amontoados de entulhos incorporam-se ao belo visual.

A inserção do complexo formado por 26 lagoas em ampla Área de Preservação Ambiental evita repetir desastre semelhante, procurando preservar remanescentes de Mata de Restinga e Mata Atlântica, além de recuperar todas as partes degradadas pela atividade agropecuária.

 

Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte
Há 26 lagoas na Cidade de Nísia Floresta. Estão em Área de Preservação Ambiental, protegidas por Vegetação de Restinga, Mata de Restinga e Mata Atlântica. Acima, Lagoa de Alcaçuz; abaixo: Lagoa de Ararituba, Lagoa de Carcará e Lagoa da Juventude

 

Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte

 

Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte

 

Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte

 


 

O post “Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte” foi produzido a partir da participação na fampress promovida pelo Praia Bonita Resort & Conventions,  entre os dias 14 a 18 de junho de 2018, na Cidade de Nísia Floresta, situada no litoral Sul do Estado do Rio Grande do Norte, com apoio de Jipe Turismo RN, Táxi-Conforto — Alfredo Francisco do Nascimento Filho e Terra Molhada Turismo de Aventura

Clique nos trechos em colorido ao longo do texto do post “Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte” para abrir novas guias, com informações complementares ao aqui sendo tratado. Eles guardam links levando a verbetes da Wikipedia e sites de empresas, entidades, Governos estaduais, Prefeituras etc.

A repetição de diversas expressões ao longo do conteúdo do post “Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte” — como “Cidade de Nísia Floresta”, é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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Todas as fotos e imagens presentes no post “Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte” têm origem identificada. Se o autor de algumas delas discordar do seu uso, basta avisar que será substituída.

O post “Trajetória da Cidade de Nísia Floresta segue a história do Estado do Rio Grande do Norte”, publicado originalmente em www.turismoria.com.br, está republicado nos seguintes endereços da Web:

• Facebook do Jornal Cidade Sorriso, da Cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul;

• Blog do Jornal Passaporte, da Cidade de Belém, capital do Estado do Pará; e,

• Revista Receptiva, da Cidade de Bento Gonçalves, um dos ícones do turismo da Serra Gaúcha, região de montanhas localizada a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul.

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